Horizontes - fevereiro de 2008

A Quaresma é o tempo privilegiado da peregrinação interior até Àquele que é a fonte da misericórdia. Nesta peregrinação, Ele próprio nos acompanha através do deserto da nossa pobreza, amparando-nos no caminho que leva à alegria intensa da Páscoa. Mesmo naqueles « vales tenebrosos » de que fala o Salmista (Sl 23, 4), enquanto o tentador sugere que nos abandonemos ao desespero ou deponhamos uma esperança ilusória na obra das nossas mãos, Deus guarda-nos e ampara-nos. Sim, o Senhor ouve ainda hoje o grito das multidões famintas de alegria, de paz, de amor. Hoje, como aliás em todos os períodos, elas sentem-se abandonadas. E todavia, mesmo na desolação da miséria, da solidão, da violência e da fome que atinge indistintamente idosos, adultos e crianças, Deus não permite que as trevas do horror prevaleçam. De facto, como escreveu o meu amado Predecessor João Paulo II, há um « limite imposto ao mal, (…) a Misericórdia Divina » (Memória e identidade, 58). Mensagem de Sua Santidade o Papa Bento XVI para a Quaresma de 2006)

Tomados por estas palavras, entramos no período de preparação para a Páscoa e para o Congresso Mundial. 

No dia 31 de janeiro (durante sua conferência de imprensa), o Cardeal Schönborg nos apresentou perspectivas maravilhosas. Você poderá encontrar, logo abaixo, três documentos importantes em língua italiana : o texto que o Cardeal enviou à imprensa e os artigos dos jornais l’Osservatore Romano e l’Avenir ( o diário católico de maior divulgação na Italia).

Então, prezados amigos, boa preparação. Até mais, em Roma !

Pe. Patrice Chocholski

(Coordenador)

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